Orientação de nutricionistas ajuda população a combater compulsão alimentar | Contei

                                                            Tania Alves / Divulgação

A relação que temos com alimentação nem sempre é saudável. Além da função de nutrir o corpo, a comida está relacionada a diferentes momentos da vida: para comemorar algo feliz ou para compensar um fato triste, por exemplo. Quando isso sai do equilíbrio diário, podemos nos ver diante de episódios de compulsão.

Segundo a nutricionista Tania Alves, especialista em transtornos Alimentares e Obesidade, explica que compulsão alimentar é um transtorno psiquiátrico e que sim, exige um tratamento sério e multidisciplinar: psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Ao mesmo tempo, é necessário destacar que comer fora da dieta por impulso não é o mesmo do que ter um transtorno alimentar.

Segundo dados do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, aproximadamente 3,5% das mulheres e 2% dos homens têm transtorno da compulsão alimentar periódica. Mas o transtorno se torna mais comum com o aumento do peso corporal. Em alguns programas de redução de peso, 30% das pessoas obesas ou mais têm o transtorno. A maioria das pessoas com o transtorno da compulsão alimentar periódica é obesa e o transtorno contribui para o consumo excessivo de calorias.

Tania Alves alerta: Hoje há uma banalização do termo compulsão alimentar, muitas vezes seguido de uma chamada de vendas para um programa ou estratégia que é eficaz para combater esse problema. Há muita propaganda enganosa e má – fé. É necessário divulgar informações de qualidade sobre o assunto para quem precisa de ajuda, para que essas pessoas não sofram nas mãos de “gurus”, explica a nutricionista.
Caso você reconheça que esteja passando por um transtorno alimentar, busque ajuda de um profissional e tome muito cuidado com as armadilhas da internet.