Beleza e o poder da rainha do mar, Iemanjá , sobre a perspectiva do mestre Bueno do Barão, o espiritualista que tem ganhado as redes com sua sabedoria e reflexão

“Em dois de fevereiro, temos um dos mais claros, bonitos e ricos ritos de sincretismo já vistos pela humanidade, todos os anos” reflete o Mestre Bueno do Barão sobre sincretismo, associando-o ao dia de Nossa Senhora dos Navegantes e ao de Yemanjá, dia de festa grande e uníssono som de redenção à diversidade cultural e diversificação religiosa pacífica e real, rara, mas, real – “uma comemoração grande e significativa de diversas formas”.

Que o povo brasileiro com certeza já ouviu o nome de Iemanjá, não é segredo pra ninguém. Seja em Bethânia ou em Clara Nunes, a orixá é sempre mencionada como parte de nossa identidade e está muito presente nas tradições da cultura brasileira, seja no manjar branco ou nas sete ondas puladas na virada dos anos.

O jovem Mestre Bueno do Barão que tem ganhado as redes por seu trabalho fenomenal de espiritualidade, ecumênica, abrangendo como ele denomina “várias religiões e crenças em função da magia e reflexão filosófica” apresenta um apreço gigante pela orixá poderosa das águas salgadas. Ele enfatiza que “Iemanjá tem beleza singular, tanto que sua imagem sempre é representada como extremamente bela — justamente para que entendamos a força dela através do arquétipo”.

Iemanjá, ou também chamada de inúmeros outros nomes, tal como Calunga, exatamente por ser dona da Calunga Grande, que significa mar, é a orixá que está diretamente ligada às águas salgadas. Também recebe o nome de Inaé, Dandalunda, Janaína, Ísis, Marabô, Maria, Princesa de Aiocá, Mucunã, Princesa do Mar, Rainha do Mar e Sereia do Mar, referênciadas na canção “Iemanjá Rainha do Mar”, da cantora e compositora Maria Bethânia.

Existem várias histórias em torno de Iemanjá. Esta senhora protege e guarda pescadores, fiéis e todos aqueles que nela confiam. Considerada por muitos a mais poderosa dos orixás, por presidir as águas, é amada e muito respeitada pelo povo latino e, principalmente, brasileiro. Patuás feitos com pérolas, símbolo típico de Orixás que tem ligações com as águas, além de pontos, canções e oferendas dedicadas à Rainha do Mar estão por todos os lados.

Para o Mestre, não há dúvidas do poder que a Rainha do Mar tem sob os humanos. Ele cita o famoso canto da sereia e o encanto que este tem sob os amores e enfatiza “(…) ela entende as dores, sana feridas, liga pessoas através de seu poder, abençoa gravidezes, ou, também desliga relacionamentos tristes e ruins, ajudando também nas mágoas e na superação”.

 A História do Brasil e nossa Identidade surge de uma forte orientação de culturas e religiosidades de diversos povos, caso de algumas etnias indígenas e também povos africanos que participaram do processo de formação da identidade do brasileiro.

 Assim, bem como, há a orientação da cultura do povo Iorubá e do Candomblé é chamada de sincretismo. Uma alternativa destes povos de continuarem seguindo sua espiritualidade sem represálias. Este sincretismo é visto como a fusão destas culturas com o catolicismo. “O que permite a manifestação das diferentes crenças e formas de fé, uma verdadeira benção”, ressalva o Mestre Bueno do Barão, também conhecido por Reinaldo Bueno Filho.

Quando falamos de Iemanjá no sincretismo, a ligamos diretamente a figura de Maria, a responsável por gerar Jesus Cristo, denominado o Salvador e Messias, para os cristãos. Esta é responsável por uma multidão de preces, orações e ladainhas pelos católicos, que creem na sua interseção a Deus. Maria, também é conhecida pelas figuras de aparição, registradas pelo mundo afora com sinal de comunicação direta com o Sagrado.

  Por que Iemanjá é relacionada a Maria no sincretismo? A explicação mais recorrente é que as duas possuem o arquétipo da Grande Mãe, ambas em uma só. Iemanjá assume relações com Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora de Candeias e Nossa Senhora dos Navegantes, além da própria Virgem Maria.

Iemanjá, portanto, assume uma nova roupagem de Maria quando se trata de natureza, porém, ainda, sendo mais próxima das características humanas, manifestando-se por uma mulher que também se chateia, sofre, enfurece e traz felicidade. Diferente de Maria, que se assume como uma mulher tida como pura, sofredora e silenciosa.

Bueno do Barão complementa que “Ela é a Mãe também a quem recorremos por nossos amores e muito procurada pra ajudar a resolver conflitos, paixões, desejos, perto do amor e até em alguns casos de vinganças, tudo pode ser trabalhado dentro dessa energia, já que ele é multifacetado”.

 É possível encontrar informações e trabalhos relacionados a esta forte e poderosa orixá, através do Instagram do Mestre Bueno do Barão, @mestrebuenodobarao. Lá você encontrará uma gama de conteúdos sobre espiritualidade, magia e reflexões. Também, através do Instagram @reinaldobuenofilho, você pode conhecer mais da vida do Mestre Bueno, mais de suas outras atividades e de sua vida pessoal, que ele denomina como um “livro aberto”.

 

Redação: Arthur Wentz e Silva

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