Segundo Paula Baldini, presidente da Action 360°, o uso da tecnologia já mostra impactos positivos na mobilidade e qualidade de vida dos praticantes
A eletroestimulação muscular, antes vista principalmente em contextos esportivos ou estéticos, vem ganhando um novo papel na área da saúde: o de aliada no processo de reabilitação física. A técnica utiliza impulsos elétricos de baixa frequência para ativar a musculatura, contribuindo para a redução de espasmos, melhora da resposta muscular e recuperação de movimentos comprometidos.
Na Action 360°, em São Paulo, a prática já foi incorporada à rotina de treinos e tem apresentado resultados relevantes, especialmente entre pessoas com deficiência (PCDs) em busca de maior autonomia. “A informação certa pode ser o primeiro passo para a reabilitação. Quando associamos tecnologia, precisão e acolhimento, conseguimos promover uma melhora real na qualidade de vida”, explica Paula Baldini, presidente da rede.
Segundo Paula, a tecnologia tem potencial para complementar tratamentos tradicionais de fisioterapia e pode ser adaptada às necessidades individuais dos alunos. “Cada caso exige uma abordagem única. O importante é que a eletroestimulação esteja inserida dentro de um processo estruturado, com orientação técnica, para que o corpo responda de forma segura e eficaz.”
Além do benefício clínico, a integração da prática a um ambiente de acolhimento e suporte emocional também faz diferença, destaca a presidente. “A reabilitação vai além do físico. Envolve autoestima, pertencimento e esperança. É isso que buscamos oferecer com a experiência 360°.”
O uso da eletroestimulação em PCDs ainda é tema de estudos, mas evidências iniciais apontam para ganhos em mobilidade, coordenação e até redução de dores crônicas. Profissionais da área alertam que o acompanhamento individualizado continua sendo essencial para evitar riscos e otimizar resultados.