SimpleCredit denuncia atuação irregular após descredenciamento do Grupo Fynza e anuncia medidas judiciais
A SimpleCredit, anteriormente denominada SimpleBank, informou ao mercado o descredenciamento do Grupo Fynza, empresa liderada por Marcos Vinicius Veloso, e anunciou a adoção de medidas jurídicas após identificar a continuidade de operações comerciais envolvendo cartas de consórcio contempladas e não contempladas.
Segundo a instituição, mesmo após o descredenciamento formal, o grupo e sua equipe teriam mantido a comercialização de cartas por meio de escritórios cadastrados no mercado. Esses escritórios já teriam sido comunicados de que a permanência nesse modelo de negociação poderá resultar em descredenciamento e responsabilização contratual.
De acordo com a apuração interna da SimpleCredit, as operações identificadas estariam sendo conduzidas por meio de intermediações que não seguem o fluxo regular exigido pelo setor, incluindo ausência de pagamento direto à administradora responsável ou aos cotistas titulares das cartas negociadas.
A instituição afirma possuir registros e evidências de práticas que caracterizariam, em tese, falsa intermediação de consórcios — situação em que a negociação ocorre fora dos padrões formais exigidos pela administradora e sem o devido cumprimento das exigências contratuais e regulatórias.
Diante da gravidade das informações levantadas, o departamento jurídico da SimpleCredit foi acionado para consolidar provas e preparar a adoção de medidas judiciais cabíveis, inclusive com a possibilidade de encaminhamento do caso ao Ministério Público para apuração dos fatos.
Ainda segundo a instituição, há histórico de questionamentos envolvendo o nome do executivo em operações anteriores no mercado de consórcios, incluindo registros de medidas administrativas aplicadas por administradoras do setor. A SimpleCredit afirma que tais informações também estão sendo analisadas no contexto da apuração atual.
A instituição informou ainda que, no histórico de atuação do executivo no mercado de consórcios, constam registros públicos e relatos de medidas administrativas relacionadas a operações anteriormente vinculadas a marcas como Ademicon Consórcio e HS Consórcios. Segundo a empresa, essas informações estão sendo consideradas no âmbito da análise jurídica atualmente em curso.
A empresa reforça que todas as operações legítimas de consórcio devem ocorrer exclusivamente com pagamento direto à administradora responsável ou ao cotista formalmente habilitado, sendo admitida intermediação apenas por escritórios homologados, mediante autorização expressa do cotista e anuência formal da administradora, em conformidade com a Lei nº 11.795/2008.
A SimpleCredit declarou que manterá o mercado informado sobre os desdobramentos e reafirmou seu compromisso com a integridade, a segurança jurídica e a proteção dos consumidores.