De uma conversa com inteligência artificial ao Programa Silvio Santos: a história por trás do Guardião, personagem criado pelo ilusionista Hawey
Nascido de uma experiência de mentalismo em 2025, personagem ganhou forma própria, chegou à televisão em rede nacional e continua presente nos projetos do artista goiano, que prepara novos atos exclusivos com a figura misteriosa.
O que começou como uma experiência entre um ilusionista e a inteligência artificial acabou se transformando em um dos projetos mais curiosos da trajetória de Hawey. Em agosto de 2025, enquanto explorava novas possibilidades para suas apresentações, o artista goiano começou a desenvolver uma ideia que unia tecnologia, mentalismo e interação com o público. Foi nesse processo que surgiu o Guardião.

A proposta era tão simples quanto intrigante: durante uma experiência de mentalismo, uma pessoa escolhia uma carta, e a inteligência artificial participava da apresentação revelando a escolha. A tecnologia, que normalmente aparece associada a respostas e tarefas cotidianas, passava a ocupar um papel inesperado dentro de um espetáculo de ilusionismo.
Mas a ideia não parou na revelação de cartas. Hawey percebeu que aquela interação poderia ganhar personalidade, identidade visual e uma narrativa própria. Aos poucos, o Guardião deixou de ser apenas o nome dado à experiência e passou a representar um personagem ligado ao mistério, à tecnologia e aos segredos do artista.
Quando a tecnologia encontrou o ilusionismo
A criação do Guardião representa uma nova possibilidade de explorar o mentalismo em apresentações ao vivo. Em vez de limitar a inteligência artificial a uma ferramenta de apoio, Hawey desenvolveu uma proposta artística na qual a interação tecnológica se tornou parte da experiência apresentada ao público.
O projeto exigiu preparação, testes e construção de uma identidade capaz de funcionar diante das pessoas. Antes de chegar à televisão, o artista já trabalhava com o personagem e preparava sua apresentação, buscando transformar o conceito inicial em um ato com presença cênica e linguagem próprias.
A ideia também dialogava com um recurso que Hawey já conhecia: o quadro falante, utilizado anteriormente em apresentações voltadas ao público infantil. Com o Guardião, essa referência ganhou outra dimensão, sendo adaptada para uma proposta de mistério e interação que também pudesse despertar o interesse do público adulto.
A chegada ao Programa Silvio Santos
O reconhecimento em rede nacional veio em 30 de novembro de 2025, quando Hawey apresentou o Guardião no Programa Silvio Santos, com Patrícia Abravanel, no SBT.
A participação marcou a primeira apresentação do personagem em um programa de televisão em rede nacional. O que antes vinha sendo desenvolvido e experimentado pelo artista ganhou, naquele momento, uma vitrine de alcance nacional.
A aparição na televisão representou um marco na trajetória do projeto, aproximando a combinação entre ilusionismo e tecnologia de um público muito mais amplo. Também demonstrou como uma ideia nascida de uma experiência digital poderia ser transformada em uma proposta de entretenimento presencial.
Mais do que levar um personagem à televisão, Hawey apresentou uma maneira diferente de trabalhar o mistério: uma inteligência artificial integrada à dramaturgia de um número de ilusionismo.
O Guardião não ficou na televisão
Para Hawey, a participação no Programa Silvio Santos não representa o encerramento dessa história. O Guardião continua ativo em sua trajetória, e o artista projeta novos atos desenvolvidos exclusivamente para o personagem.
A intenção é ampliar as possibilidades dessa combinação entre presença cênica, tecnologia e mistério, explorando formatos nos quais o Guardião tenha participação própria na experiência oferecida ao público.
Os detalhes dos próximos projetos ainda são mantidos em reserva, mas a continuidade do trabalho indica que o personagem não foi concebido apenas para uma apresentação televisiva. Ele faz parte de uma construção artística que segue em desenvolvimento e que poderá assumir novas formas no palco e em outros formatos de entretenimento.
Essa continuidade também ajuda a explicar o conceito por trás do Guardião: ele não existe apenas para realizar uma revelação ou surpreender alguém com uma carta escolhida. Sua presença está ligada a uma narrativa maior, na qual o mistério e a curiosidade são elementos centrais.
Uma criação que continua em movimento
A trajetória do Guardião mostra como a criatividade de um artista pode encontrar novas possibilidades na tecnologia. A inteligência artificial forneceu o ponto de partida para a experiência, mas foi a visão de Hawey que transformou aquela interação em um personagem com identidade e espaço dentro de sua linguagem artística.
Da primeira experiência desenvolvida em agosto de 2025 à apresentação em rede nacional, o projeto percorreu um caminho que passou pela experimentação, pela preparação e pela construção de uma proposta própria.
Agora, com novos atos exclusivos em perspectiva, o Guardião continua a fazer parte dos planos do ilusionista goiano.
E talvez esteja justamente aí o aspecto mais interessante dessa história: a participação na televisão foi um momento importante, mas não revelou tudo o que Hawey pretende fazer com o personagem. Algumas ideias chegam ao público em forma de espetáculo. Outras continuam sendo preparadas longe dos holofotes, à espera do momento certo para aparecer.
(Crédito: Divulgação)