Especialista em neurociência comportamental, Yuri Utida exemplifica a importância de buscar uma mentoria para o crescimento da empresa

Quando se pensa em velejar ou fazer uma travessia de um trecho desconhecido, o indivíduo tem em mente que muitas pessoas já passaram por esse processo. Por ele nunca ter passado por aquilo, pode existir uma certa instabilidade e incerteza, até mesmo perigo na travessia. Tendo em mente o paraíso cinematográfico que possivelmente o aguarda do outro lado, muitas delas tendem a se arriscar, cruzando o caminho. Nesse processo, muitos acabam por afundar, já que não tinham os equipamentos, técnicas e conhecimentos corretos para aquela jornada.

Ao velejar e fazer essa travessia, o ideal é buscar compreender e aprender com quem é experiente no assunto, como por exemplo, contratar um marinheiro capaz de levar o indivíduo a seu destino final garantindo sua sobrevivência nesse caminho perigoso e incerto. No mundo do empreendedorismo é exatamente assim, incerto, dinâmico, com mudanças, novas tecnologias e demandas, deixando o empresário muitas vezes sem tempo de olhar tudo, perdido, e em grande parte, se deixando afundar por erros simples.

“Ele está cuidando do financiamento e acaba perdendo a mão das vendas. Quando olha para as vendas, perde a mão da organização interna ou dos custos. Então, o empresário muitas vezes não tem braço para cuidar de tudo e enxergar tudo de forma estratégica no próprio negócio. Ele tem 24 horas como qualquer ser humano, se não tiver um olhar de estratégia, um olhar visionário para o próprio negócio, acabará se tornando um escravo da própria empresa, um funcionário de si mesmo, sem conseguir fazer o negócio efetivamente crescer”, explica Yuri Utida, especialista em neurociência comportamental que deixa evidenciado que a mentoria serve para guiar o empresário nesse processo.

Um mentor tem uma visão mais ampla, por ter passado por toda a vivência de se afogar, acabando por adquirir experiências capazes de ajudar a reerguer um empresário e o impedir de afundar ainda mais a empresa.

“Hoje, quando um aluno, uma pessoa me contrata para uma mentoria, falo que ela irá acelerar 10 anos em 1, pois tenho experiência nas minhas 15 empresas que fundei até hoje. Algumas mantive, outras vendi ou fechei. Essa experiência acabou me ajudando a agregar na vida de centenas de empresas de outros mentorados meus”, comenta.

O profissional explica que existem muitos pontos cegos que os empresários têm como o marketing, tecnologia, treinamentos, tendências de mercado, concorrência, que o impede de analisar já que tem um olhar neutro e não tendencioso.

“Para que a empresa dê certo, é preciso olhar por um todo, analisando não com apego emocional pelo negócio. Um mentor tem esse olhar pragmático, numérico, estatístico, um olhar de mercado, um olhar de uma experiência mais fria e muito mais assertiva”, expõe Yuri.

Existe uma estatística que mostra que empresários quando olham para o próprio negócio, tem um percentual muito maior de acreditar que o negócio deles pode dar certo, do que quando eles olham para negócios similares, mas que não são deles.

“Então nós temos a tendência de nos tornarmos otimistas com o nosso próprio negócio. Quando você traz um mentor pra dentro da sua empresa, essa pessoa tem um olhar treinado para não ser contaminado e te mostrar de fato o que pode dar certo ou errado”, fala.

Por consequência, os colaboradores acabam sendo beneficiados pelos frutos dessa contratação, tendo uma empresa mais dinâmica, mais atualizada, mais assertiva, que olha para o bem-estar dos colaboradores, tornando a empresa mais rentável, diminuindo a rotatividade da empresa.

“Essa colaboração de um mentor ajuda a tornar a empresa um destaque no mercado. As pessoas que trabalham nesse lugar desejam se manter na empresa. Então isso traz benefícios para os colaboradores. Colaborador feliz, é empresário feliz com uma empresa rentável e lucrativa”, finaliza.

*Publicado por Jairo Rodrigues

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