Mank fala sobre novos projetos e suas referências em entrevista
O artista de música urbana conta de sua parceria com Xis e novos projetos
Cantor e compositor, Mank tem aparecido na mídia como novo nome da cena do rap. Nascido em berço artístico, o carioca tem se preparado para mais um álbum e dividiu com nosso portal um pouco deste início de trajetória, novos projetos e falou sobre suas referências.

Contei – Como foi o processo de produção e composição dos seus primeiros singles?
Mank – Meu primeiro lançamento foi em 2017, um EP de 4 faixas intitulado “Ameaça Fantasma”. Foi um processo bem diferente para mim na época, pois foi quando entrei em um estúdio pela primeira vez. Inclusive na gravação da primeira faixa tive a honra de ter o Xis comigo no estúdio me dando uns toques. Acredito que isso facilitou bastante o processo de gravação. Nesse EP, eu compus de forma diferente do que faço hoje em dia. Eu escrevi as letras primeiro e depois fui encaixando e alterando conforme o instrumental fosse sendo feito. Hoje em dia prefiro compor em cima da base.
Contei – Você tem a colaboração do rapper Xis em um dos seus trabalhos, como aconteceu esse encontro?
Mank – Esse encontro aconteceu graças ao pai do meu irmão, André. Ele sabia que na época eu estava compondo rap e comentou comigo que tinha um grande amigo que era rapper, disse que ia organizar um encontro com ele. Perguntou se eu sabia quem era o Xis. Claro que sabia. Na época não botei fé que aconteceria o encontro, mas rolou e desde então a gente está sempre trocando ideia. A colaboração com ele só aconteceu anos depois, eu acabei chamando-o despretensiosamente e ele aceitou. Fiquei muito feliz por ele ser uma grande referência para mim e aceitar estar na faixa comigo.
Contei – Quais são as suas diferenças nacionais internacionais? Elas influenciam diretamente na elaboração do seu trabalho?
Mank – Eu tento sempre estar antenado e em dia com novos artistas e sonoridades diferentes que surgem todo dia, mas tenho algumas referências. Nacionais eu diria que Xis e Black Alien, internacionais eu diria que MF Doom e Mac Miller. Com certeza esses nomes influenciam na elaboração das minhas composições e produções, acredito que um bom artista é feito de boas referências.
Contei – Como você entende essa nova forma de produzir e lançar música? Essa democratização de lançamentos através do streaming você acredita ter facilitado para classe artística musical?
Mank – Sim, facilitou bastante e eu acho isso incrível. Antigamente tudo ficava concentrado apenas nas grandes gravadoras, sem uma gravadora dificilmente você conseguiria produzir e lançar uma música. Era necessário um monte de equipamentos analógicos. Hoje, com o avanço da tecnologia, com um computador, uma interface e um microfone, você consegue gravar tudo de dentro do seu quarto. Sem tirar a importância dos estúdios e gravadoras, mas a descentralização do poder delas possibilitou o surgimento de inúmeros artistas que não teriam a oportunidade de acontecer.
Contei – Você é filho de uma das maiores atrizes brasileiras, ser filho de uma artista reconhecida facilita o seu trabalho? A profissão da sua mãe influenciou de alguma forma a escolha da sua carreira?
Mank – Com certeza ser filho de uma atriz como a minha mãe gera um interesse e abre portas, agora resta eu manter essa porta aberta mostrando do que eu sou capaz. E sim, influenciou sim minha carreira. O fato dela ser atriz me fez ter um contato com arte desde muito cedo. Minha mãe sempre me mostrou muita música da época dela, Tim Maia, Barry White, e o fato dela ter conhecido e convivido com alguns desses artistas tornava tudo mais interessante ainda. Ela sempre ia contando as histórias. Isso acaba influenciando positivamente
Contei – Quais são os próximos projetos para o ano de 2025?
Mank – Atualmente estou trabalhando em alguns singles e em um álbum em colaboração com um grande artista de São Paulo, Nego Bala. Estou muito animado pra esse projeto, espero poder mostrar pra todos em breve