Menopausa e coração: o que muda no corpo da mulher e por que esse cuidado não pode esperar

Por muito tempo, a menopausa foi associada apenas ao fim do ciclo reprodutivo e a sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor. Mas existe uma mudança importante que muitas mulheres ainda desconhecem: após a menopausa, aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

Infarto, AVC e hipertensão são hoje as principais causas de morte em mulheres após os 50 anos. E isso não acontece por acaso.

Com a queda dos níveis de estrogênio, hormônio que exerce um papel protetor no organismo feminino, o corpo passa por transformações que vão muito além do que se vê no espelho. O coração entra silenciosamente nesse novo cenário.

 

“O grande erro é achar que a menopausa afeta apenas a qualidade de vida da mulher. Ela também afeta diretamente sua saúde cardiovascular”, explica a ginecologista Dra. Vanessa Bertozzi.

Segundo a especialista, após a menopausa há um aumento progressivo do risco de hipertensão, colesterol elevado, infarto e acidente vascular cerebral. Isso acontece porque o estrogênio ajuda a manter a elasticidade dos vasos sanguíneos, contribui para o equilíbrio do colesterol e participa de diversos mecanismos de proteção cardiovascular. Quando esse hormônio diminui, esse equilíbrio se perde.

Além das alterações hormonais, fatores como sedentarismo, alimentação inadequada, ganho de peso, perda de massa muscular, piora do sono e estresse acabam potencializando ainda mais esse risco.

“Muitas mulheres passam por essa fase focando apenas nos sintomas mais aparentes e deixam de investigar o que está acontecendo internamente. O problema é que pressão alta, colesterol elevado e inflamação não dão sintomas no começo. E, muitas vezes, o primeiro sinal pode ser um evento grave”, alerta a médica.

Ao mesmo tempo em que o risco cardiovascular aumenta, muitas mulheres ainda deixam de procurar ajuda por medo da terapia hormonal, muitas vezes baseado em informações antigas ou equivocadas.

“Quando bem indicada, individualizada e acompanhada de perto, a terapia hormonal pode ser uma grande aliada para melhorar sintomas, preservar massa óssea, qualidade de vida e saúde da mulher”, explica Dra. Vanessa.

A boa notícia é que a menopausa não precisa ser vivida com medo. Com acompanhamento adequado, exames de rotina, atividade física, alimentação equilibrada e, quando indicado, tratamento individualizado, é possível atravessar essa fase com mais saúde, disposição e segurança.

Mais do que o fim de um ciclo, a menopausa pode ser o começo de um novo olhar sobre o corpo.

Porque ignorar essa fase não faz o risco desaparecer. Mas cuidar dela pode mudar completamente o futuro de uma mulher.

Free Porn

AVISO LEGAL

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor. O Portal Contei atua como meio de divulgação de conteúdo e não se responsabiliza pelas opiniões, informações ou alegações apresentadas por autores e colaboradores.Pedidos de correção, atualização, retificação ou direito de resposta poderão ser encaminhados à redação para análise, nos termos da legislação vigente.