Perda de memória e dificuldades de atenção também podem ser sequelas da COVID-19 | Contei

Comando News, junho de 2020 – A COVID-19 ainda é um mistério para médicos e cientistas. Desde o início de 2020, quando os primeiros casos começaram a chamar atenção, milhares de profissionais e pesquisadores da área de saúde têm corrido contra o tempo para entender os mecanismos da doença. Muitas perguntas ainda não têm respostas definitivas. Porém, além da letalidade, um estudo recente realizado pelo INCOR aponta que mesmo as pessoas que contraem a forma mais leve da doença ou são assintomáticas podem apresentar sequelas cognitivas.

O estudo conduzido pela Lívia Valentin, neuropsicóloga do Incor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (FMUSP), professora da FMUSP e pesquisadora, revela que 63% das pessoas investigadas  relataram perda de memória a curto prazo e 72% apresentaram problemas de atenção depois de contraírem COVID-19. “Esses problemas de perda de memória e de falta de atenção acabam afetando atividades básicas do cotidiano como dirigir, cozinhar, escrever e até perda da agilidade mental”, enfatiza Maura Barcelos, neuropsicopedagoga e  autora do método Memonie – Atenção, Cognição e Memória.

De acordo com Maura, quando isso acontece, é necessário procurar um especialista para verificar a necessidade de tratamentos medicamentosos ou fitoterápicos e a reabilitação cognitiva. “Uma em cada 8 pessoas que contraem COVID-19 apresenta sequelas cognitivas e se não procurarem ajuda logo elas podem ter prejuízos mentais, emocionais e sociais no futuro. O Método Memonie realiza atividades de estimulação para a atenção, cognição e memória, diminuindo a defasagem cognitiva”, finaliza a neuropsicopedagoga.

Sobre Maura Barcelos

Maura Barcelos é neuropsicopedagoga, autora do Método Memonie, pós-graduada em Psicomotricidade, Capacitadora pelo Método dos Dedinhos com foco em alfabetização.

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Sobre o Método Memonie

O Método Memonie foi desenvolvido pela neuropsicopedagoga Maura Barcelos para potencializar e reabilitar a atenção, o cognitivo e a memória, pois estas ações retardam o envelhecimento e melhoram a plasticidade cerebral.

Estudos apontam que treinos cognitivos melhoram a memória e atenção em crianças e idosos. Há pelo menos 10 anos, estudos realizados na Faculdade de Medicina da USP, apontam as evidências dos efeitos positivos de treinos para proteger o cérebro de perdas cognitivas e para reabilitá-los.

Também foram feitos estudos em crianças que apresentavam déficit de atenção e outros transtornos capazes de resultar em problemas emocionais e pedagógicos.

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