Aumento de casos de câncer entre jovens pode ser atribuído a uma combinação de fatores, explica oncologista Carla Dias

Estudo apontou um crescimento de 79% no casos nas últimas três décadas

De acordo com um estudo realizado pela revista científica “BMJ Oncology”, o número de casos de câncer entre pessoas com menos de 50 anos aumentou 79% nas últimas três décadas.

Segundo a Oncologista clínica, Dra. Carla Dias, esse aumento nos casos de câncer entre os jovens pode ser atribuído a uma combinação de fatores como, *obesidade, tabagismo *, mudanças no estilo de vida, exposição ambiental a carcinógenos, predisposição genética e possíveis melhorias na detecção e diagnóstico.

A especialista acredita que não há uma idade específica mais comum para o desenvolvimento de câncer entre jovens. “Isso varia de acordo com o tipo de câncer. No entanto, alguns tipos são mais prevalentes em determinadas faixas etárias”, disse a médica.

Um trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e da Universidade de Zhejiang, na China, analisou dados de 29 tipos de câncer em 204 países e regiões, incluindo o Brasil, e de acordo com esses dados, em 2019 foram registrados um total de 3,26 milhões de novos casos de câncer em pessoas com menos de 50 anos. Já em 1990, essa taxa estava próxima de 1,8 milhão de casos.
Dra. Carla Dias aponta que, para reduzir os casos de câncer entre os jovens, é crucial focar na educação sobre hábitos de vida saudáveis. “É preciso também a conscientização sobre exposição a fatores de risco, implementação de programas de prevenção e incentivo à detecção precoce por meio de exames regulares e consultas médicas”. A Oncologista acrescenta também que, “o acesso a cuidados de saúde adequados e a promoção de ambientes mais saudáveis também desempenham papeis fundamentais”.

Dra. Carla Dias tem formação em clínica medica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e em oncologia clínica pelo Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (ICAVC), também da capital paulista e é associada à Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.